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AFOXÉ BAMBOXÊ REALIZA "PADÊ DE EXU" NO CIRCUITO MESTRE BIMBA






Um Padê de Exu* em pleno circuito da folia marcou a passagem do Afoxê Bamboxê no Carnaval 2023. O ato litúrgico, realizado no Sítio Caruano, em pleno Circuito Mestre Bimba, no Nordeste de Amaralina, reuniu adpetos e simpatizantes de religiões de matriz africana. Após, o padê o cortejo seguiu pela avenida principal ao som do ijexá e o rufar dos atabaques.


O idealizador e líder do Bamboxê, Almir Odun Ará, falou sobre o desfile do grupo:


"Na verdade não iríamos sair esse ano, mas acabamos sendo convencidos a botar o bloco na rua. Além disso, tem a questão da responsabilidade, pois dentro da nossa cultura religiosa, em uma festa como essa com tantos inimigos, visíveis e invisíveis, não dava para não sair. Saímos como fazia Mestre Didi: caminhando por essas ruas. Convocamos o povo de santo e fomos para a rua. Fizemos o padê pedindo a Exu que cuide do nosso carnaval. O Bamboxê é uma obrigação religiosa ancestral, o próprio nome já fala sobre isso. ".



"Obvio que algumas pessoas balançam, outras ficam assustadas... Temos um estado hoje cada vez mais neopentecostal, radical e tem sempre aquelas pessoas que acham que o candomblé é uma religião do mal", acrescentou.

O Afoxé – Criado em 20 de novembro de 2009, o Afoxé Bamboxê é formado por 12 músicos do Nordeste de Amaralina, praticantes do candomblé e umbanda, e cerca de mil associados.


Além de renovar a cena cultural da cidade, o Bamboxê busca realizar atividades educativas e sociais, incluindo também as linguagens da dança, capoeira e resgate histórico da cultura de matriz africana na comunidade do Nordeste de Amaralina.

Inspirados no simbolismo do Filhos de Gandhy (afoxé da paz) e na força transformadora do Ilê Aiyê e Malê Debalê, blocos afros com expressiva participação em suas comunidades de origem, a proposta do Bamboxê é sensibilizar as pessoas através da arte. Temas como o combate à violência, ao uso de drogas e à injustiça social estão presentes no repertório do grupo.



Padê: cerimônia expiatória do candomblé e de religiões de origem ou influência afro-brasileira, na qual se oferecem a Exu, antes do início das cerimônias públicas ou privadas, alimentos e bebidas votivas, animais sacrificiais etc., na intenção de que não perturbe os trabalhos com seu lado malévolo e que agencie a boa vontade dos orixás que serão invocados no culto.

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