MUSEU UDO KNOFF PROPÕE UM OLHAR PARA A BAHIA A PARTIR DE AZULEJOS E AQUARELAS


Foto: Divulgação

Requalificado, o Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica volta a receber visitantes no dia 5 de março, às 13h. O espaço reunirá uma amostra da produção contemporânea de aquarelas no Brasil e da arte azulejar baiana. As duas exposições “Udo colecionador” e “Bahia Água e Cor: do sagrado ao profano” compõem a primeira edição do projeto Museu Udo Knoff Convida. Com o objetivo de abrigar obras de artistas que, assim como Udo, desenvolveram suas criações a partir de um olhar sobre a Bahia, a estreia do projeto é realizada em parceria com o Luiz Neto Atelier.


O museu vinculado à Diretoria de Museus (Dimus) do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac) funcionará de terça a sexta-feira, das 10h às 16h, e aos sábados, das 12h às 16h. A entrada é gratuita e está condicionada à apresentação do comprovante de imunização contra a Covid-19.

A exposição “Bahia Água e Cor: do sagrado ao profano” tem o objetivo de divulgar a técnica, demonstrando como ela pode ser explorada para além do que se atribui à aquarela. No dia da abertura, às 14h, o curador, o artista plástico Luiz Neto, fará uma demonstração da técnica de pintura de aquarela com café para um grupo de dez pessoas. Interessados devem levar um pincel para aquarela e confirmar presença através do e-mail muk.ipac@ipac.ba.gov.br.


Além de artistas baianos, a coletiva também apresenta obras de aquarelistas de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Goiás e Espírito Santo. Visitantes irão encontrar composições plásticas diversas que retratam a importância da religiosidade na Bahia e seus vínculos com a história, cultura, arquitetura e contexto paisagístico do estado.


A mostra “Udo colecionador”, com parte do acervo do museu, dá destaque a uma das diversas faces de Udo Knoff, que foi pintor, desenhista, ceramista, restaurador, professor universitário e engenheiro agrônomo. A partir dos fragmentos coletados pelo alemão que ajudam a contar a história da nossa arquitetura, o museu convida o público a explorar os aspectos simbólicos das estampas dos azulejos na arquitetura civil e religiosa que remetem ao sagrado, ao profano, ao erudito e ao popular ao longo dos séculos.


“Reabrir o museu após um grande período fechado é muito gratificante. Principalmente com um projeto que nos permite ampliar o olhar sobre a coleção do museu. Com ele, poderemos dialogar com vários artistas contemporâneos de Udo, mas também com aqueles que, como ele, têm a Bahia como musa e, nessa interseção, dialogam com o acervo do museu, mostrando a sua versatilidade”, explica Renata Alencar, coordenadora do Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica.

Fechado desde o início da pandemia, o museu abre suas portas seguindo todos os protocolos de segurança e após um processo de requalificação, que incluiu serviços na rede elétrica, de marcenaria e de pintura externa e interna e a conservação e restauração de azulejos que integram o acervo do museu.

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