EVENTO SENSIBILIZA SOTEROPOLITANOS PARA PRESERVAÇÃO DAS TARTARUGAS MARINHAS


Foto: Lucas Moura/Secom

Em alusão ao Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado na segunda-feira (6), a Secretaria de Sustentabilidade e Resiliência (Secis) realizou, na manhã deste sábado (4), em Stella Maris, uma ação de sensibilização e conscientização para preservação das tartarugas marinhas na orla soteropolitana.


Intitulado Ambientaliza Salvador, o evento contou com a parceria das secretarias de Cultura e Turismo (Secult), Ordem Pública (Semop), Projeto Tamar, Bio Energética e Gran Hotel Stella Maris.

A atividade teve início com uma aula de alongamento. Em seguida, o biólogo e pesquisador do Tamar, Manoel Joaquim de Oliveira Neto, contou curiosidades sobre os animais e respondeu a perguntas do público sobre as tartarugas marinhas. Ele também detalhou o trabalho que vem sendo feito em parceria com a Prefeitura a fim de proteger os animais que buscam refúgio na orla da cidade. Na ocasião, a Secis também lançou uma cartilha sobre fotopoluição e informações sobre como ajudar a preservar as tartarugas marinhas.


Um dos principais temas abordados com os presentes foi a importância de manter a praia sem incidência de luz artificial no período noturno, isto porque a luz afugenta a fêmea que sai a noite para desovar, além de desorientar os filhotes e tirá-los do percurso até o mar.


“A gente espera que através desta ação e de outras que virão, as pessoas se conscientizem e apaguem as luzes de suas residências e condomínios que estão incidindo na praia para a gente entregar para as tartarugas marinhas um ambiente bom para que os filhotes possam nascer e seguir seu caminho tranquilamente”, reforçou.

Na capital baiana o período de desova das tartarugas marinhas ocorre entre os meses de setembro até março. O trânsito é diário das espécies vindo para areia fazer as desovas. De acordo com o Projeto Tamar, no mundo existem sete espécies de tartarugas marinhas, sendo que cinco destas espécies escolhem o litoral norte da Bahia para desovar. No país estima-se que 25 mil desovas ocorrem durante todo o ano.


De férias em Salvador, o turista Pedro Mamm soube da atividade e resolveu conhecer os cuidados que devemos ter para preservação do espécime marinho.


“Foi bom tirar algumas dúvidas que eu tinha e achei muito bom este evento. Quando a gente participa de um evento como este, passa a saber que a tartaruga tem sua importância na estrutura da cadeia alimentar e precisa ser preservada, sim”, afirmou.

A estimativa do Tamar é que em Salvador, no período típico de desova, sejam encontrados anualmente 250 ninhos de tartarugas marinhas – cada um corresponde ao nascimento de 80 a 100 animais, o que resulta em ao menos 20 mil novos filhotes por temporada.


As espécies mais comuns de tartarugas marinhas encontradas na orla da capital baiana são a cabeçuda, pente e oliva.


A diretora de Resiliência da Secis, Tainara Ferreira, reforçou o quanto a parceria do poder público com a sociedade é positiva no trabalho de preservação das tartarugas.


“A gente precisa promover condições para que o que acontece em Praia do Forte possa ocorrer aqui em Salvador. Muitas vezes os ninhos eram levados para o litoral porque Salvador não oferecia as condições ideais. As pessoas precisam entender e estar conosco nesta ação de conscientização", finalizou.

No final da atividade o público participou de um momento lúdico que buscou simular a desorientação de filhotes. Os presentes foram vendados e tentaram fazer uma caminhada na faixa de areia para experienciar como os filhotes se sentem ao fazer a caminhada até o mar.


Parceria – O projeto Tamar está mapeando, monitorando e identificando ninhos de tartarugas no trecho de Itapuã a Ipitanga, área considerada de maior incidência de desova destes animais na capital, além de informar e engajar a população na proteção deles.


As equipes percorrem diariamente trechos das praias identificando e protegendo as desovas, além de avaliar se a área pode acolher o ninho ou se ele precisa ser realocado. Durante este processo as equipes também realizam a proteção dos ninhos, colocando estacas para que humanos não caminhem sobre eles, além de numerá-los para acompanhamento.

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