CONHEÇA A HISTÓRIA DOS EMPREENDEDORES QUE TRANSFORMARAM A OLARIA EM POINT DA BOÊMIA




Uma das principais vias de acesso ao Nordeste de Amaralina, a entrada da Olaria, na Rua Aurelino Silva, é agora um dos principais points da chamada boêmia do Complexo. Antes uma zona de pouca movimentação, a região viu sua rotina ser alterada graças a ação de dois jovens empreendedores:


Jean Arlen e Junior Cobrão, proprietários do “Resenha com Churras” e “Vou Ali”, respectivamente.

Nascida e criada na localidade, Elisângela Paixão, mais conhecida como “Mona”, 44 anos, destaca a sensível transformação da rua, após a instalação dos referidos empreendimentos:


“Antigamente isso aqui era uma escuridão. A noite quando as pessoas voltavam do trabalho e ficavam até com medo de passar por aqui. Hoje tem Junior, ali no trailler, e Jean aqui no depósito. Isso aqui se tornou parada obrigatória. Sábado, domingo, segunda… O dia que estiver aberto o pessoal pára para tomar uma, trocar uma ideia e depois ir para casa descansar. É só alegria”.


Filho de Beto, o “Tola”, morador do bairro há mais de cinco décadas, Jean, 32 anos, já acumulara a expertise do negócio através da experiência adquirida com a venda de bebidas e espetinhos em um outro bairro da capital. O sucesso do tempero da carne somado à cerveja gelada fez com que Jean decidisse expandir as fronteiras do “Resenha”, com ele mesmo conta:


“Sempre gostei de fazer churrasco. Quando ia à casa de algum amigo era sempre escalado para comandar a churrasqueira, o churrasqueiro oficial da galera. Minha mãe trabalhava como cozinheira e temperava as carnes, daí fui aprendendo um pouco com ela… Foi então que decidi montar um mercadinho e comecei a temperar minhas carnes, vendia já pronta para assar. Depois fechei o mercado e decidir abrir um depósito. Foi ai que começaram a pedir para eu fazer o espetinho. Isso lá ainda no Uruguai… “.



“Morei aqui em Amaralina com meu pai, e de passagem sempre reparei um barzinho que tinha aqui nessa mesma rua e que vendia bastante. Quando vi que esse ponto havia fechado imaginei porque não abrir um negócio por aqui, que é passagem para o pessoal que vai e volta da praia… Foi aí que chamei minha irmã para essa empreitada. Ela ficou no começo e depois saiu. Mas, graças a Deus estamos aí até hoje”, completa.

Residente na Visconde de Itaboraí e freqüentador assíduo do “Resenha”, o analista de Logística Junior , Alexandre Marinho, 44 anos, destaca as grandes amizades adquiridas durante seu “expediente” no local:


“No Resenha eu me sinto bem… Ali acabei conhecendo pessoas de bom caráter, de bom nível…Constituí boas amizades. Um local onde a gente faz aquela resenha, dar risada, conta seus problemas… Deixou de ser apenas um comércio. Durante os finais de semana, as vezes estou em casa, e a primeira coisa que vem em minha mente é: “Vou ali em Jean…”. É bater um papo, ver os amigos…Quando você vai num lugar e se sente bem, você quer logo voltar”, destaca Alexandre, torcedor fanático do Bahia.


Segunda Sem Lei – O carisma de Jean logo chamou à atenção da clientela, que adotou o “Resenha” como local certo para tomar uma cerveja gelada, saborear um espetinho, ver um futebol….e curar a ressaca da segunda-feira!


“A segunda sem lei surgiu através da resenha dos clientes, daqueles mais chegados. Geralmente, a galera que trabalha durante o final de semana e folga na segunda-feira”, explica Arlen.


“É um negócio sério (risos)… Surgiu através da turma aqui, um grupo de seis pessoas. A coisa então foi crescendo…Você compra sua cerveja, da a ponta do churrasco e bebe e come até acabar. Segunda-feira é certo a gente estar aqui, eu meu marido e nossos amigos. É um lugar aconchegante , com cerveja gelada, churrasco na brasa e muito samba.”, acrescenta Mona.

Food Truck – Situação semelhantes foi a de Edilson Junior, 36 anos, mais conhecido como Junior Cobrão. Nascido e criado na Rua Edgar de Barros ( ao lado da Igreja São José), Cobrão viu no seu “trailer” uma grande oportunidade. Funcionando de quinta à domingo, o local costuma atrair dezenas de pessoas que sentam à mesa para ouvir uma boa música e tomar uma cerveja gelada. Churrasco, os mais diversos salgados (fritos na hora) e bebidas constam no cardápio do “Vou Ali”, como foi batizado o espaço.




Ex-vendedor do ramo de autopeças, Cobrão acabou desempregado durante o período mais duro da pandemia do Coronavírus.


“Trabalhei dez anos em uma concessionária, como vendedor de peças automotivas. A ideia do trailer surgiu após eu ficar um ano desempregado. Foi aí que surgiu a idéia do trailler. O último dinheiro que eu tinha investi nesse meu projeto. Começamos ali perto da casa onde fui criado, na Rua Edgard de Barros. Muita gente me chamou de maluco. Diziam que não ia dar certo. É uma coisa que ainda era novidade aqui no bairro…” , recorda Junior.

No antigo ponto ficou por três meses. O fraco movimento e reclamação dos vizinhos motivaram o rapaz a procurar outra freguesia. Foi aí que brotou a idéia de instalar o trailler na Rua Aurelino Silva, ao lado da Paróquia São José.



“Vi que aqui era um lugar de muito movimento, muita gente voltando do trabalho… Já tenho mais de um ano de trabalho aqui e a galera realmente abraçou. Tenho clientes fieis aqui. No dia que não é briga (risos). Nosso ponto forte, sem sombra de dúvidas, é o ambiente familiar. O trailler é um local onde você poder vir com a sua família, sozinho para espairecer e também pata paquerar…”.

De acordo com o empresário um dos pontos chaves para o sucesso é a união entre os empreendedores local:


“Uma coisa agregou à outra. O público vê que tem movimento na rua e acaba chegando. Todo mundo ganha. A parceria vem dando certo”.

Clientela – Morador do bairro da Pituba, o oficial de Justiça, João Carlos Araújo costuma bater ponto no trailer, onde degusta, juntamente com a esposa, uma Heineken gelada, além de saborosos tira-gostos:


“Junior é uma figura já conhecida aqui no bairro. É uma pessoa que sabe tratar os clientes de forma muito educada, deixando a gente a vontade. Aqui temos produtos de muita qualidade, seja os espetos, os pastéis, os salgados.. Tudo muito bem feito. Além de uma cerveja muito gelada. É uma mescla de ser bem tratado, um ambiente muito bem frequentado e uma culinária perfeita”.


Opinião semelhante tem o empresário Fábio da Silva, morador antigo do bairro, e que torce por mais iniciativas semelhantes para maior desenvolvimento da economia local:


“Moro aqui há 44 anos e sentia falta de um lugar tão interessante para se comer e beber bem. É um lugar tranqüilo, perto de casa, de fácil acesso e onde posso vir com minha família. O atendimento é muito bom, de excelência. Isso fez com que eu precisasse sair cada vez menos do bairro para adquirir produtos de alimentação e bebida. Como curioso e consumidor da gastronomia fico satisfeito em estar sendo atendido assim no meu bairro. Gostaria que outras iniciativas dessa acontecessem em Amaralina e região. Espero que perdure por muito tempo”.


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