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CASAL RETORNA A FEIRA APÓS CONHECER 6 ESTADOS BRASILEIROS E 4 PAÍSES EM UMA KOMBI




A psicóloga Carolina Almeida e o Técnico da Informação Luiz Felipe saíram de Feira de Santana no dia 7 de fevereiro deste ano e retornaram para a cidade no último dia 17 de novembro.


Foram quase 10 meses viajando pelo Brasil e por outros países em uma Kombi.


O casal visitou seis estados do Brasil: Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. E após deixar o país, Carolina e Luiz conheceram mais quatro países da América do Sul.


“Nós passamos pelo Uruguai, depois pela Argentina, Chile e na volta passamos pelo Paraguai,” relatou Luiz Felipe.


A última parada do roteiro antes de retornarem a Feira foi Foz do Iguaçu. Já o primeiro estado visitado pelo casal foi o Espírito Santo.


“Infelizmente foi um estado que deu para conhecer pouco, por conta das chuvas e enchentes que estavam tendo na época,” lembrou Luiz.


A psicóloga Carolina disse ao Acorda Cidade que os problemas vivenciados durante viagem foram normais e fazem parte da vida.


“Tivemos alguns problemas de querer ligar a Kombi e ela não ligar, mas graças a Deus foram coisas simples de serem resolvidas todas no mesmo dia, a gente sempre conseguia resolver e deu certo. Fomos e voltamos com ela inteira,” ressaltou.



Carolina destacou como cada país e estado possuem uma beleza única.


“É difícil escolher um só lugar, mas a Patagônia, na Argentina, marcou muito a gente porque tem um clima diferente daqui do Brasil, fomos no inverno, então a gente viu muita neve, vimos muita vegetação e animais que aqui não vemos, então isso para gente foi muito novo e especial,” descreveu.


O casal retornou a Feira de Santana para passar o período festivo com a família.


“Meu cunhado, o irmão da Carol, vai ser papai e seremos titios, então decidimos ficar para o nascimento da neném e vamos fazer novos planos. O importante é que a gente decidiu que a viagem está no nosso sangue,” contou Luiz.


O processo de adaptação da rotina aconteceu na estrada de forma natural, relatou Carolina.


“Em um determinado momento a gente percebeu que não dava para termos a rotina de trabalhar de segunda a sexta, porque a gente iria acabar perdendo de curtir alguns lugares. Hoje a gente só trabalha de segunda a quarta, e geralmente no período das 17h às 22h, porque durante o dia a gente consegue curtir os lugares, consegue fazer passeios e nos fins de semana também, de quinta a domingo, tranquilamente,” explicou.


Carolina ressaltou que realiza seus atendimentos na Kombi e isso não interfere na aquisição de clientes.


“A Kombi é a nossa casa. Eu tenho clientes, inclusive de outros países, do Chile, de Nova Iorque, tenho clientes aqui do Brasil de vários estados, como o Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo,” elencou.

Em reportagem ao Acorda Cidade, Carolina evidenciou que eles não possuem o sentimento de morar em uma casa fixa ou de abandonar o estilo de vida que escolheram.



“No momento não temos interesse de trocar a Kombi por uma casa fixa. O que a gente responde para todo mundo é que enquanto isso estiver fazendo sentido para gente continuaremos aqui. Hoje a gente não tem pretensão de morar em uma casa fixa, a gente pode até trocar a Kombi, mas vai ser por outro veículo maior, não por uma casa fixa. Mas temos muito apego com a Kombi e eu não sei se isso aconteceria por agora,” esclareceu.

Luiz Felipe salientou que a Kombi, modelo 2006, possui um mecânico exclusivo para cuidar sempre do veículo.


“Como a Kombi é a nossa casa, nós levamos ao mecânico para ele dar todo o carinho e atenção a ela, para deixar tudo inteiro. Inclusive vai o meu agradecimento a ele, pois, durante a viagem, ele sempre foi prestativo e ajudou a gente nos pequenos problemas. E eu acho que fomos agraciados em escolher essa Kombi, que foi guerreira por vários lugares que passou,” realçou.

Tobias, o cachorrinho de estimação de Carolina e Luiz, também viajou com o casal.



“Tinha alguns passeios que a gente não conseguia levar ele, e a preocupação do pessoal nas redes sociais sempre era relacionada ao local que ele ficava, mas eu sempre falava que ele estava na casa dele. Ele sempre ficava na Kombi quando a gente não podia levá-lo para algum passeio e ele super se adaptou, eu acho que ele se adaptou melhor do que a gente,” disse Carolina.

Luiz Felipe deu uma grande orientação para quem pensa em viajar com um veículo adaptado como a Kombi do casal.


“A primeira dica que Carol e eu damos nas nossas redes sociais é para a pessoa alugar um veículo, se possível. Porque muitas vezes você acaba comprando e não se adaptando, falo por experiência própria. Em três dias de viagem eu queria vender a Kombi, mas não porque eu não queria essa vida, mas eu acho que foi um choque… Porque saímos de uma casa fixa para um veículo menor. Eu falava com a Carol: ‘quero vender, quero vender’, quase desisti. Mas foi algo natural, foi acontecendo, fui me acostumando e hoje a gente sente falta. Hoje a gente quer parar em um canto, abrir as janelas, e ficar tranquilo dentro da Kombi. A gente só veio passar esse período com a família e vamos decidir as novas viagens,” prometeu.

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